DE – Volume 1 – Arco 1 – Capítulo 12



Arco 1 – Pequenas Patas
Capítulo 12 – Epílogo

Um Ano Após as Calamidades

– Continente Beskin, ano 1653 do Calendário Imperial –

 

O continente, que foi partido em quatro partes há 1 ano, agora, estava em meio de guerras civis constantes.

Anteriormente, quando o continente era um só, havia um Clã Rei que comandava o continente. Esse Clã não era outro senão o Clã Leão, os Homens-Fera do Clã Leão. Porém, o título de Clã Rei se perdeu após a calamidade.

Em toda Saphir, era de conhecimento básico que o Clã mais forte, o dos Homens-Fera Leão, estava prestes a ser extinto. O Rei, Aegir, era um dos últimos da sua espécie em Beskin. E, quando a calamidade chegou, o Clã Rei se foi para sempre, junto com seu legado. Aegir havia morrido, assim, encerrando sua linhagem em Beskin.

Por mais que esse continente fosse em sua maioria de Homens-Fera, sua população era diversificada, variando em raças e espécies. Gigantes Elementares, Anões, Elfos da Noite e outros tipos de seres residiam nessa terra. Então, quando a calamidade veio e o reino foi dividido, todas raças viram uma oportunidade de subir ao poder e dominar sobre as outras.

Por nove meses isso se persistiu, até que as guerras civis pelos “tronos” de cada pedaço do continente cessaram e os, autoproclamados, “Reis” foram decididos.

No pedaço Sul, o Clã Serpente o nomeou essa parte como Muspelheim. O Rei era conhecido como Jormungand, um sagaz Homem-Fera Serpente albino. Sem mostrar sua verdadeira força, cessou as guerras com uma eloquência soberba e, quando precisava lutar, ele destroçaria seus opositores antes mesmo de tocá-lo.

Por mais que Jormungand fosse perverso e astuto, sua verdadeira intenção pelo trono, não era por desejo egoísta, mas o poder que trazia, afinal, ele queria trazer a ordem de volta ao continente. Para ele, o antigo braço direito, conselheiro e amigo do antigo Rei, Aegir, um reino caótico não carregava sentido algum. Então ordem era necessária. O conselheiro era fiel aos princípios de Aegir desde o início.

Na atualidade, Muspelheim, era o “reino” mais tranquilo para estar. Além disso, a população era em sua maioria Homens-Fera.

O pedaço Norte, conhecido como Niflheim, foi dominado pelo braço esquerdo do antigo Rei. Sendo do Clã Lobo, o atual Rei, Fenrir, o antigo Cavaleiro Real, era um Homem-Fera que foi levado ao trono por sua atitude e força de vontade. Ser um Cavaleiro de Um Sol era título suficiente para ele poder comandar este reino.

Diferente de Jormungand, Fenrir não estava ao lado de Aegir durante a calamidade, mas em meio de uma missão de informação a pedido do Rei. Quando a calamidade chegou, Fenrir caiu em um dos abismos e teve o corpo soterrado por toneladas de rochas, chegando até perder seu braço esquerdo nos escombros.

Quando conseguiu recobrar sua consciência, notou que seu braço não tinha mais salvação, então, arrancou o mais rápido possível e, mesmo debilitado, saiu do abismo, em busca de saber o que aconteceu e se seu Senhor estava bem.

Para o seu azar, ele havia desmaiado por uma semana, e o continente estava em puro caos. Antes de poder ver o Rei, Fenrir teria que lidar com o caos na parte norte do continente. Depois de 1 mês, recebeu a mensagem vinda de Jormungand, avisando-o sobre o que aconteceu com Aegir durante a calamidade.

Ao saber os fatos e superar a perda, Fenrir e Jormungand combinaram tomar o “trono” de seus respectivos pedaços, assim, colocando em ordem o equilíbrio que se perdeu e tentar restaurar a paz, que o Rei anterior uma vez trouxe.

Em Niflheim, a força teve de ser usada para tomar o controle. Para sorte de Fenrir, ele era o guerreiro mais feroz e o frio do inverno semestral de Niflheim não o incomodava.

Sendo um dos poucos Homens-Fera dessa parte do continente, ele sabia que a oposição seria monstruosa para sua tomada de poder, então, como sendo um Cavaleiro Real e não um conselheiro, como Jormungand, usou toda sua força para mudar a visão da população e lidar com as forças que queriam apossar do trono.

Em Svartalfheim, o pedaço Leste do continente de Beskin, não foram um dos Homens-Fera do antigo Rei que tomaram o trono, mas sim uma Elfa da Noite, especificamente, a Rainha da Noite, Khá’ra.

Svartalfheim era literalmente o reino com mais diversificação de raças, havendo Anões, Elfos, Elfos da Noite, Gigantes Elementares e muitos tipos de Clãs dos Homens-Fera. Para conseguir superar tantas diferenças, oposições, intrigas e, ainda assim, alcançar o trono, provava que ela não era uma Elfa da noite qualquer. Khá’ra subiu ao poder utilizando tudo o que tinha e sabia.

Já o último pedaço, o Oeste, chamado Jotunheim, seu Rei, um Gigante Elementar, mais especificamente um Gigante de Fogo, Mimir, era um ditador fanático. Objetivando conquistar todos os outros pedaços enquanto ainda estavam com suas bases fracas. Era recente a conquista de cada parte do continente, então, ele queria aproveitar desse momento.

Diferente de todos os outros reinos, Jotunheim era literalmente a terra dos Gigantes. Era minúscula a parcela de outras raças que estavam dentro, então, Mimir subiu ao trono sem qualquer dificuldade. Para ele, esta seria a era dos Gigantes.

Entre tantos fatos majestosos, de guerreiros, líderes e antigos membros do reino de Aegir conquistando seus tronos, restaurando o continente ou querendo apossá-lo por completo, um acontecimento peculiar — que por causa das guerras foi pouco sabido —, ocorreu em uma aldeia pequena em Niflheim.

Este acontecimento em especial tratava-se de um nascimento um pouco diferente dos demais. Um acontecimento que chocou uma pequena familia de Homens-Fera Pantera conforme os meses, após a quebra do continente, passavam.

Sua filha, chamada Nana, que nasceu durante a calamidade, a qual portava olhos violetas, pele branca e cabelo malhado — com partes escuras como a noite e alguns pontos castanhos —, estava demonstrando dons inesperados para uma recém-nascida. E, mesmo que fosse chocante que seus olhos fossem roxos e que seu cabelo fosse malhado, mesmo sendo do Clã Pantera, o acontecimento peculiar era relacionado ao seus dons.

Por mais que tenha nascido em uma família comum, ela tinha um talento sobrenatural com a Magia. Aos dez meses, Nana era capaz de brincar de moldar a terra com seu poder mágico. Para os pais, sua filha era um gênio entre os gênios, mas esse dom também trazia medo para eles. Nunca ouviram falar de um bebê, ainda no berço, que pudesse ter poder mágico suficiente para levantar a terra e moldá-la como desejasse.

Isso foi conhecido por outras famílias, mais pessoas comentaram, mais pessoas vieram vê-la. Nana era como uma estrela para as pessoas comuns que sobreviveram às guerras civis. Foi tão falado que o próprio Rei, Fenrir, veio naquela velha residência apenas para olhá-la.

Quando ele sentiu o poder mágico dela, não pôde conter seu sorriso. Era uma futura guerreira sem igual. Então, sem pensar mais uma vez, deu seu ultimato: Nana faria parte do exército de Niflheim e, quando tivesse 5 anos, seria enviada ao acampamento militar para jovens soldados.

Fenrir deu aos pais uma compensação pelo futuro de sua filha. Eles sentiram uma felicidade gigante, mas também uma tristeza por ter aceitado que sua filha fosse retirada de casa e lançada ao campo de batalha tão cedo. No entanto, ser uma soldada em Beskin era uma honra também, logo, seus sentimentos tornaram-se mistos.

 

– Continente Mendir, ano 3858 do Calendário Natural –

 

Também conhecido como “Solo Mágico”, onde os Magos eram a força, a inteligência, o poder e a política, sem dúvidas, a terra dos sonhos de qualquer usuário de Mana. Um continente sem passos da realeza, mas construído através da democracia, um arquipélago gigante com séculos de prosperidade.

O Solo Mágico, o “Continente da Magia”, Mendir era como um paraíso, mesmo para pessoas normais. Era um lugar onde as pessoas podiam sonhar, alcançar posições de prestígio e cargos semelhantes à de nobres em outros continentes. Tudo o que era preciso era se inscrever em uma das dezenas de Academias de Magia no continente e se formar.

Através dessas instituições, que visavam o crescimento de Magos, Feiticeiros, Conjuradores e Invocadores, o continente foi moldado para uma sociedade cheia de regras, evitando qualquer mal para sua população. Tudo foi pensado para os usuários de Mana quanto para as pessoas normais. Todos responderiam aos crimes igualmente.

E, como exemplo disso, a melhor Academia de Magia, Manasten, localizada na capital de Mendir, Ether, que era dirigida pelo alto-escalão, que também comandavam o continente, estabeleceu um meio de resolver intrigas de usuários de Mana sem envolver mortes, tanto de inimigos quanto de civis comuns.

Esse meio era conhecido como “Solo de Batalha” — um campo, de 20 m de comprimento e 10 m de largura, que foi instalado em, praticamente, todas ruas. Quando dois usuários de mana desejam batalhar, este era o campo que deveriam utilizar. Assim que os dois despejarem um pouco de Mana em cada canto do Solo de Batalha, o campo mágico seria ligado e paredes de Mana cobririam cada canto, impossibilitando que qualquer ataque atinja as pessoas de fora.

Se houver alguém que batalhe fora dos Solos de Batalha, então essa pessoa seria presa, junto com a vítima ou oponente. Não importava a idade das pessoas, até testemunhas seriam levadas, tudo para garantir que a justiça seria feita em curto prazo. E suas punições seriam calculadas com a proporção do perigo e gravidade de danos que cada usuário poderia causar. A mais curta seria de 3 dias preso e a mais longa sendo de dezenas de anos, tudo dependendo da justificativa, gravidade e poder.

Somente com um exemplo seria suficiente para perceber o quão pensado este arquipélago era.

Além disso, havia o evento mais esperado pelos usuários de Mana, a Competição Anual de Academias, que nada mais era que o próprio nome já afirmava. No entanto, o motivo dele ser tão esperado não era tão previsível.

Durante a Competição Anual de Academias, as duas Academias de Magia mais prestigiosas, Manasten e a Na’thyran — que era a melhor Academia de Magia de Alran, onde apenas Elfos eram permitidos —, foi sabido que até o aluno com classificação mais baixa recebeu o título de Barão na maioria dos continentes, recebendo territórios neles e, até mesmo, propostas de casamento de princesas, sem contar o que os alunos com maior classificação receberam.

Mendir, sendo um arquipélago majestoso e gigantesco, ainda é o menor dos continentes de toda Saphir. Durante sua calamidade, a ilhas com seus vulcões inativos foram engolidas pelo fogo, cinzas e doenças causadas pelos gases emitidos da lava e fumaça. Vulcões que afetaram todas ilhas próximas e exterminaram povos e culturas únicas. Era como o apocalipse para esse pequeno continente.

E, igualmente como Beskin, uma criança nasceu nesse dia apocalíptico. No subúrbio de Ether, um bebê de cabelo escuro, olhos puxados e castanhos e de pele morena nasceu, em meio do caos, tristeza e fogo. Seus pais decidiram dar o nome de Huo Xing que, em Mendir, significava Estrela de Fogo.

Diferente da jovem pantera em Beskin, Huo Xing não moldou a terra, muito diferente disso, não mostrou talento algum durante seus primeiros nove meses. No entanto, no décimo, ele chocou seus pais.

Era como se seu nome — Estrela de Fogo — tivesse tomado forma e vida. Huo Xing havia convocado um Elemental Menor de Fogo — tão brilhante quanto uma estrela e tão quente quanto o fogo —, um feito assustador que nunca foi visto antes. Com medo de que isso fosse atrair atenção indesejada, os pais do garoto esconderam o talento de seu filho de todos.

 

– Continente Zazir, ano indefinido –

 

O continente mais selvagem. Coberto por paisagens selvagens, habitats nunca explorados por aventureiros, ambientes inóspitos para qualquer criatura e milhares de raças. Este era Zazir, o continente selvagem. Somente exploradores, aventureiros e comerciantes se arriscariam ir a esse lugar.

Nem mesmo Beskin conseguiria ter tantas variedades de raças — havendo Bestas Mágicas, Demônios de diversos tipos e Semibestas convivendo com outras raças em um cenário cooperativo, tudo isso porque a necessidade exigia.

Uma espécie de cooperação que nunca seria visto em qualquer lugar, dividindo a mesma cultura, mesmo idioma e trabalhando juntos. E, mesmo tudo isso não era tão surpreendente quando colocado ao Deserto de Sa’hza.

O Deserto de Sa’hza cruzava metade do continente, com diversos oásis, cidades e tribos. Porém, mesmo nesse ambiente selvagem, havia um Império. Um Império com uma líder, acima de todas criaturas que conviviam nesse deserto.

Nesse Império de uma só cidade, sua magnificência era provada com as gigantescas pirâmides, enormes estátuas de deuses da cultura local, cores vivas e ouro usado para enfeitar essas estruturas esplendorosas. O que era chamado de tesouro nos outros continentes, aqui, não passava de material comum para construção.

No topo de tudo isso, a Imperatriz, Nefertari II Mahmoud era como a mais próxima dos deuses. E, para alegria do seu Império, ela havia dado à luz, o que significava que a linhagem mais sagrada seria continuada. No entanto, assim que estava em seu trabalho de parto, o continente foi atingido por enormes ondas, maremotos, ciclones e redemoinhos.

Nefertari, que era como a mensageira da sua religião, interpretou como sinal de seu deus, sendo ruim, porém, acreditava que essa calamidade representava a força da sua criança. Entretanto, como mãe, assim que viu sua filha, sabia que, mesmo se fosse o desejo da sua filha de destruir o próprio Império, ela estaria ao seu lado para ajudá-la.

Dessa forma, nomeou sua filha de Shu, em homenagem a deusa da água na cultura local, a qual se chamava da mesma maneira.

Acompanhando o crescimento da sua filha, Nefertari viu coisas que jamais pensou serem capazes.

O caso mais chocante foi quando ela levou Shu para um passeio para um oásis próximo. Nefertari brincou com sua filha na areia brilhante, contudo, notou algo estranho quando viu que, mesmo longe da água do rio do oásis, as mãos da sua filha estavam molhadas, chegando a pingar água.

Em Zazir o conhecimento sobre a Mana e Elementos era quase nulo, sendo entendido como bênçãos de deuses ou os próprios deuses atuando nas pessoas, então, ao ver isso assustou a Imperatriz, mas também pensou no nascimento da sua filha, o significado dele.

Líder e guia espiritual, Nefertari, ao descobrir que, ao toque da sua filha, areia se transformava em água, sabia que era a maior dadiva. Era como se a própria deusa Shu tivesse encarnado na sua filha. Logo, isso foi sabido por todo Deserto de Sa’hza. Da Imperatriz, um milagre havia nascido.

Esse era Zazir. O continente que não havia sido explorado por completo e o menos desenvolvido, mas, em contraste, era o mais selvagem e com mais mistérios. Mistérios como a de uma torre que só era possível ver uma vez a cada 3 meses por um único dia, desaparecendo no restante do tempo, sem deixar rastros que uma vez existiu.

 

– Continente Brytia, ano 1653 do Calendário Imperial –

 

Este ano para esse continente foi uma época gloriosa para os três Impérios. Sem guerras, era como se a calamidade fosse mais um presente do que um problema, como foi para a maioria dos continentes, e, por incrível, só houve um evento imprevisto.

Arthur crescia sob o cuidado das três Fadas da Luz, que nunca saíram do seu lado em momento nenhum, eram criaturas que se alimentavam de Mana circundante, afinal.

A criança abençoada, o milagre humano, Guerreiro dos Três Sóis. Os títulos e nomes direcionados ao Arthur não paravam de crescer. No Império de Joseph todos sabiam que aquela criança era o símbolo que estavam ao lado de algo maior, no entanto, esse sentimento era apenas para o Império Rotermund.

Louise pensava mais em como contornar a situação, já que não via Arthur como uma ameaça, mas sim o pai dele quisesse tirar proveito e tentar tomar Brytia para si. O Império Brytin continuava no topo em Brytia, mas isso continuaria assim por quanto tempo?

Em outro lado, havia o Império Evan, regido por Robert Evan. Extremista e malicioso, porém, via algo em Arthur que ninguém enxergava. Algo além do plano físico.

Dessa maneira, durante esse ano, ele planejou o sequestro da criança. Mostrando o quão precioso era Arthur para Robert. Arthur era o símbolo que o Império Evans precisava para unificar sua religião pelo mundo, sem qualquer objeção.

No primeiro semestre do ano, o plano foi colocado em prática. Dentro do Império Rotermund isso foi visto como “tentativa de assassinato”, já que foram assassinos enviados. No entanto, precisaram de três tentativas para Joseph entender que essas tentativas visavam Arthur e não ele, como Imperador.

Depois do segundo assassino ser morto, o terceiro foi capturado e torturado até que falasse o que sabia. Antes de morrer sem falar nada, o assassino entregou para Joseph uma informação: O Império de Rus’ka.

No fim, este assassino, um fanático da igreja de Evan, havia enganado o Kaiser, tudo para desviar o verdadeiro culpado.

Em resposta, Joseph contratou três Assassinos de Duas Luas para devolver as tentativas de assassinato. Enviando os três para Rus’ka para matarem Tanya.

Na visão de Robert era como enganar uma criança. A queda do Império Rotermund era apenas questão de tempo.

 

– Continente Rus’ka, ano 1722 d.P –

 

Neste Império que a neve nunca deixa de cair, a pequena Grã-Princesa, Tanya, crescia chocando todos no castelo. Invocando e controlando pequenas Criaturas, sem sequer saber o quão incrível era isso.

Em medida de proteção após a declaração de guerra, Iva’an fechou seus portos, evitando qualquer espião entre ou saia, o mesmo valia para assassinos. O único porto que se manteve aberto era o comercial, afinal, em Rus’ka, nada era cultivado. Obviamente que, sendo o único porto aberto, era protegido e fiscalizado intensamente.

Como Rus’ka sobrevivia da pesca e matérias primas vindo de Zazir, era óbvio como pessoas poderiam se infiltrar nesse continente e, por isso, que Iva’an sabia muito bem como lidar.

Após nove meses, foi confirmado duas tentativas de assassinato, com diferença de alguns dias, visando Tanya. Os dois assassinos foram torturados por um mês e acabaram sem pele e dentes, mesmo quando contavam tudo de uma vez, só para sair de lá, apenas a morte os esperava.

Esses assassinos foram capazes de adentrar em Rus’ka facilmente, mesmo com a fiscalização e proteção dos portos sendo constante. Tudo porque roubaram a identidade de alguns novatos nos navios comerciais de Rus’ka em Zazir.

 

– Continente Alran, ano 3858 do Calendário Natural –

 

Nesse continente que a raça mais predominante era a dos Elfos, o Nater Yner estava à espera do retorno dos Sete Ramos. Fazia alguns meses que partiram, então, era esperado que já tivessem adentrado os mares de Enir.

Diferentes da intensa troca de assassinos e espiões dos outros continentes, Nater Yner não prestava qualquer atenção nisso em seu reino. Isso porque há séculos que a entrada de raças exteriores foi proibida.

Atualmente, sua filha, E’nar, dormia tranquilamente. Um continente pacifico, onde a calamidade fora o maior problema.

 

Nota do Autor:

Como é possível ver, todos os continentes têm seus calendários, alguns até dividindo-os.

Beskin e Brytia seguem o calendário Imperial, que remonta a era do início dos reinos. Atualmente, sendo o ano 1653 para eles.

Alran e Mendir seguem o calendário Natural, sendo explicado mais à frente na história. Atualmente, sendo o ano 3858 para eles.

Rus’ka tem seu próprio calendário, com base no nascimento de Profenius. Sendo o ano 1722 d.P.

Agora, Zazir e Enir não tem anos contados, ao menos, não um oficial.


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Autor: Rose Kethen



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