DE – Volume 1 – Arco 1 – Posfácio

CAPÍTULO ANTERIOR


Arco 1 – Pequenas Patas
Posfácio

 

Antes de mais nada, um posfácio é um capítulo onde, eu, o autor, pode comentar sobre a finalização de um arco ou um volume, podendo dar informações, curiosidades e mostrando uma visão diferente da leitura — a minha visão de autor.

Vamos do início, o Prólogo do Arco 1.

No prólogo conhecemos o nosso protagonista, Henry Lerner, um rapaz que sofreu muito em sua vida e morreu sem completar seus objetivos.

Incapaz de dizer adeus para sua irmã, incapaz de dizer um último “eu te amo” para sua amada, incapaz de ver seu único filho e por fim, incapaz de realizar seu sonho, que chamava de objetivo, de vencer seu mestre.

Se eu morresse dessa forma, acredito que teria muitas mágoas.

O mundo do Henry é muito semelhante ao nosso, apenas mudei as culturas e identidades dos países, embora eu não possa comentar muito, afinal, a ideia de Destino Elementar é o foco no planeta Saphir, na vida do Henry em Saphir, e não o antigo, então, gostaria de gastar um pouco desse posfácio focando no mundo anterior do Henry e outros pontos do mesmo.

E repetindo, é um mundo muito semelhante, mas não é o nosso.

Nesse mundo teve uma Primeira e Segunda Guerra Mundial, tem diversos nomes iguais (por exemplo, os nomes das artes marciais) e culturas parecidas, mas a maneira que essas coisas foram distribuídas foi diferente.

As artes marciais era um tema muito popular e quase identidade da maioria dos países.

O Mestre Zi era um homem que vivia no submundo dessa identidade, o mais forte entre os mais fortes, e por isso foi caçado. Já que, ou você obedece àqueles que tem dinheiro ou você morre. Ser livre custa muito…

Embora as artes marciais fossem populares, o que era visto pelo público eram lutas como MMA e categorias nesse nível, nada chegando a ser capaz de quebrar o solo, destruir paredes ou técnicas que fossem quase impossíveis de se executar.

As verdadeiras artes marciais eram apenas vistas no “submundo”, apenas vistas pelos mais fortes.

Deixando isso claro sobre o antigo mundo, quero falar um pouco do Henry nesse passado.

Henry nunca se apaixonou por ninguém além da Zhuang Jinse. Foi amor à primeira vista.

No primeiro prólogo que escrevi, contei como Henry conheceu Jinse e como era a relação de ambos: Jinse era uma menina bem orgulhosa do seu talento e força, mas isso é questão que todos no Clã Zhuang enalteciam, de maneira arrogante, sua poderosa arte marcial, então, não poderia ser diferente para ela. Já que era um aspecto de família.

Após ter sido “moldado” por Shen Zi, Henry, mostrava ser uma pessoa animada, diferente do seu “eu” indiferente, que evitava qualquer problema porque lhe tirava tempo.

Ele não teve muitos contatos femininos em sua vida, apenas com sua mãe, irmã e tia, logo, foram quase nulos.

Jinse mexeu com o coração “puro” dele, mas o mesmo valeu para ela quando lutaram um contra o outro. Diferente de todos do Clã que ela convivia, Henry não controlou sua força quando lutaram, provando que ele considerava ela igual a ele.

Henry é um homem que não se importa com gêneros ou idades, se a pessoa quisesse lutar contra ele, essa pessoa deveria estar preparada para as consequências. Isso foi passado através do Si Zhang, a arte marcial que ele pratica.

E, também no prólogo antigo de Destino Elementar, Henry passou um ano no mesmo Clã que Jinse. Dessa forma ele teve tempo suficiente para conhecê-la melhor. Jinse foi ao lado de Henry por vontade própria, ela queria crescer ainda mais, tanto como artista marcial quanto como mulher.

Por fazer parte do “submundo” das artes marciais, Henry viu diversas coisas aterrorizantes, por isso que moldou sua personalidade extrovertida ainda mais, por causa disso.

Uma frase encaixaria na vida de Henry; “As pessoas que sorriem sempre são aquelas que mais sofrem.”

Ele viu pessoas morrerem, de fome, de doenças, pelo poder, por suas metas, por seus objetivos e por vingança. Ele matou para sobreviver e para proteger, nunca por motivos mesquinhos.

Não querendo se tornar uma pessoa fria e cruel, Henry sempre se deixou aberto para amizades, ele conheceu boas pessoas e, também, conheceu as piores, mas apenas uma o seguiu até o fim, Jinse.

Para completar sobre o assunto, o Prólogo do Arco 1 de Destino Elementar é nada mais que uma pré-história, e por conta disso que ele foi tão longo.

Eu não me sentiria bem em contar a vida do Henry por flashbacks, então decidi fazer o prólogo em uma pré-história.

Agora que falei do antigo mundo, da antiga vida do Henry, acho que é uma boa hora de falar um pouquinho dos Deuses de Destino Elementar.

Bom, não falarei dos deuses em Saphir, mas no mesmo nível que a tão grandiosa Jeanne.

Como ela mesmo afirmou: Eu sou a Deusa Juíza. Isso significa que há funções e cargos dos Deuses.

Além da Jeanne, há mais quatro Deuses Principais, que são literalmente os oniscientes, onipresentes e onipotentes do universo da obra, recebendo até letra maiúscula quando escrito.

Aquela que decide, a Juíza, aquela que acompanha, a Ideia, aquele que cria, o Início, aquele que tira, o Fim e aquela que controla, a Regra.

Tendo isso em mente, acho que é hora de dar as curiosidades sobre o mundo novo: Saphir!

Começando pelos continentes. Todos são baseados em certos países do nosso mundo, além de seguirem as mesmas culturas (por exemplo os nomes das pessoas na região).

Rus’ka é o maior continente e também com ambientes puramente gélidos, esse continente foi baseado na Russia! Esse estava bem fácil. Até o nome é bem parecido.

Mendir é baseado em alguns países da Ásia, no caso, os que eu tenho mais entendimento — China, Japão e Coreia do Sul —, eu fiz isso pelo fato de que é o continente focado na Mana e não no Chi, que é uma contra ao clichê de que chineses são os maníacos por artes marciais nas novels. Entretanto, em Destino Elementar eles serão os melhores Magos!

Brytia veio de Britânia, na verdade ele é baseado, também, em alguns países da Europa — Alemanha, Inglaterra e França —, por conta dessas que há 3 Impérios nesse continente e cada um segue um padrão tão diferente. Apenas vejam os nomes dos imperadores e seus sobrenomes.

Zazir é referente segue as culturas indiana, africana e egípcia, além de algumas misturas de culturas de outros países. Não poderei falar muito desse continente por agora.

Beskin onde os Homens-Fera ficam situados, é um país que segue a cultura nórdica, por isso que o nome do Homem-Fera do Clã Leão, Ragnar, é assim, por causa da cultura do continente onde se origina os Homens-Feras. Podem ver que até no epílogo tem muitas coisas referentes aos nórdicos.

Alran é um continente quase puramente de Elfos, no entanto, não tem referencia a qualquer outra cultura. É apenas fruto do meu cérebro doido.

Enir é quase o mesmo que Alran, sem qualquer cultura, afinal, é um continente quase esquecido pelo resto do mundo.

Agora que falei de Saphir, estou prestes a encerrar esse posfácio, mas eu quero continuar um pouquinho mais. Logo, vou dar algumas curiosidades a mais.

O nome da raça do Henry, Tigre Amba, é referência do nosso mundo também! Não é por causa da cor âmbar ou algo assim e sim porque há povos no nosso mundo que chamam os tigres de “Amba”, que significa; Rei, dono e soberano. Demonstrando o respeito pelos tigres.

Então, quando eu nomeei a raça de Tigre Amba, foi no intuito de significar Tigre Soberano.

O autor tem medo de coelhos, por isso que foram os primeiros inimigos de Henry em Saphir.

A capa de Destino Elementar é baseada no caminho que Henry toma para a cordilheira onde ocorre a reunião dos Tigres Amba, passando pela Torre Amestya, a pedra com caracteres que o Henry não entende.

As capas da obra serão apenas cenários onde o Henry passou ou passará.

O nome do Arco 1 é referente às pegadas que o Henry deixou na neve, pequenas patas deixadas na neve e ele encarando seu destino — a cordilheira.

É, agora é o fim… Antes de terminar, tem algo que muito quero deixar claro para todos meus leitores.

Na verdade, é uma frase. Uma frase que influencia a obra desde o começo e vai influenciar até o fim. Então, guardem ela muito bem.

O corpo influencia a mente e a alma mais do que se imagina.

Obrigado pessoal, esse arco foi muito bom de escrever, reescrever e cuidar. Vejo vocês no próximo posfácio com mais informações e curiosidades.


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Autor: Rose Kethen


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