STB – Volume 1, Prólogo

CAPÍTULO ANTERIOR

Uma cidade em pleno verão—

O lugar foi chamado de Ilha Itogami, um pequeno afloramento flutuando sobre o Oceano Pacífico. Foi inteiramente artificial, construído com fibra de carbono, resina, metal e feitiçaria.

Uma lua branca flutuava no alto do céu, mas o mar que envolvia a cidade refletia uma luz fria. Estava próxima a meia noite: quase o tempo para mudar para uma nova data.

Janelas de vidro de edifícios com luzes desligadas refletiam a iluminação de postes de luz, os fazendo parecerem rachados espelhos mágicos. A movimentada cidade na frente da estação era um deslumbrante mar de neon: restaurantes de família operando até tarde da noite, encontros de karaokê, lojas de conveniência. As ruas ainda foram cheias de jovens pessoas.

Enquanto eles riam de inocentes rumores, eles algumas vezes argumentavam sobre bobos rumores.

Esses foram assuntos sem sentido, puras distrações do tédio. Uma lenda urbana comum: que aquele vampiro conhecido como o Quarto Progenitor estava em algum lugar nesta cidade.

O homem falou com um tom sério. O Quarto Progenitor era imortal e indestrutível. Rejeitando os seus irmãos vampíricos, ele nãoddesejava dominação, mas somente o serviço das doze Bestas Vassalos que foram desastres encarnados, o tomador de sangue, carnificina e destruição. O vampiro foi dito ser cruel e sem coração, completamente além das doutrinas do mundo — um monstro que assolou muitas cidades no passado.

Uma mulher parecendo entediada falou…

—Oh, sim? O que mais?

Este foi o Santuário Demônio chamado de Ilha Itogami. Nesta cidade, monstros não foi uma raridade. Mesmo se incluindo o mais poderoso vampiro do mundo.

*

O Quarto Progenitor, assunto desses rumores, continuava caminhando em um passeio em direção ao distrito residencial.

Ele tinha a aparência de um jovem vestindo um parca branco com o capuz sobre sua cabeça, andando com uma sacola da loja de conveniência.

Ele parecia ter quinze ou dezesseis anos de idade. Ele parecia igual a um estudante do ensino médio, na qual ele realmente o era. Suas mechas tinham um matiz fino sobre eles, igual o pelo de um lobo, mas mesmo incluindo isso, nada sobre ele se destacava. Em qualquer ângulo que o vissem, ele parecia completamente com um garoto adolescente comum.

Seus passos eram apáticos, mas não por que ele estava cansado. Ele tinha o ar de um estudante do ensino médio forçado a carregar os conteúdos da bolsa de compras, comprados da loja de conveniência mais próxima, todo o caminho de volta para casa.

Havia outras pessoas nas ruas além do garoto.

Havia um par de jovens mulheres vestindo vibrantes yukatas coloridos.

As mulheres foram certamente somente um pouco mais velhas que o garoto era. Elas pareciam iguais a estudantes, ainda, elas tinham um charme além do que uma estudante do ensino médio. De tempos em tempos ele viu os lados dos rostos delas; as maquiagens delas eram grossas, mas elas foram ambas bastante belas.

O jovem estava caminhando afastado do par. Contudo, talvez por causa da falta de familiaridade com as sandálias geta de madeira que elas usavam, o ritmo das mulheres era lento. A distância entre eles se estreitava pouco a pouco. Carregado pela brisa da noite, a fragrância do perfume das mulheres se espalhava.

Um pequeno grito soou em frente ao jovem.

Uma das mulheres tropeçou sobre uma irregularidade da rua, perdeu o equilíbrio dela e caiu. A barra do yukata se levantou grandemente, expondo mesmo as coxas da mulher enquanto ela caia sobre o traseiro dela.
O jovem inevitavelmente parou no lugar e olhou.

Contudo, o que atraiu o olhar do jovem não foi à barra levantada do yukata, mas em vez para as costas do pescoço das garotas. Ele espiou nas lacunas entre as golas em o cabelo levantado, na delicada, nua, nuca do branco pescoço dela.

Mesmo sob as difusas luzes da rua, ele poderia facilmente ver os pálidos locais das veias sanguíneas que se mostravam.

Ele limpou um pouco a sua garganta, somente uma vez, como se assaltado por uma poderosa sede. Ele cobriu os olhos dele com a sua mão direita, talvez para esconder as íris tingidas de sangue.

Todo o corpo dele soltava uma aura sobrenatural. As garotas levantaram as vozes delas em riso, não tendo notado isto ainda.

“…!”

*

No próximo momento, o jovem fez um suspiro baixo enquanto ele pressionava a ponta de seu próprio nariz. Ele começou a caminhar mais uma vez como se nada tivesse acontecido.

Líquido carmesim espirrou das pontas de seus dedos. Uma morna sensação se espalhou dentro da cavidade da boca dele. Um sangramento de nariz.

O sangue dele cheirava doce e metálico.

Enquanto ele furiosamente limpava o sangue que gotejava o seu nariz, o jovem deixou o local tão rápido quanto seus pés poderiam leva-lo. Por trás dele, os risos das mulheres continuavam.

A lua do meio do verão estava sobre ele. Uma morna, úmida brisa do mar soprou através da cidade. “… Dê-me uma pausa.”

O jovem murmurou para ninguém em particular. O sangramento de nariz não tinha parado ainda.

*

Uma floresta no meio de verão—

Tarde da noite, o brilhante fogo ardente iluminava a área do templo. Pálido luar iluminava o salão de culto. Um calafrio sobre o ar, suficiente para fazer qualquer um esquecer-se da temporada, foi certamente devido a barreira que cercava o templo Shinto.

Mesmo o ruído de insetos mal poderia ser ouvido. A garota se ajoelhava no centro do salão de culto em silêncio. Algumas características infantis permaneciam, mas a garota tinha um rosto muito bonito.

O delgado corpo dela era delicado, mas não dava a impressão de ser frágil. Pelo contrário, a garota dava uma sensação de flexível tenacidade, igual a uma lâmina finamente trabalhada. Talvez fosse a seriedade dela que cobria: como os lábios dela se pressionavam juntos, a forte luz que brilhava nos olhos da garota.

A garota vestia o uniforme de uma caloura do ensino médio da região de Kansai.

Embora uma famosa alma mater para tradicionalistas Shinto, poucos sabiam que foi um ramo subordinado da Agência Rei Leão.

Três pessoas a precediam no salão de culto.

Uma cortina de bambus obstruía a visão dela deles. Contudo, a garota tinha sido informada da verdadeira natureza deles de antemão.

Eles foram os anciões da Agência Rei Leão, conhecidos como “Os Três Santos.”

Embora cada um fosse um médium ou mago do mais alto grau, eles foram envolvidos por uma aura de tranquilidade, como se não houvesse nada de coercivo sobre eles em tudo. A própria falta disso era assustadora.
Subconscientemente, a garota firmemente agarrou os punhos de seu uniforme. Então— “Fale o seu nome.”

Ela ouviu uma voz que veio por trás da cortina de bambu. O tom era solene, mas ela não sentiu frigidez. A voz era mais jovem do que ele tinha esperado. Era uma voz de mulher que, de algum lugar nele, retinha um traço de sorriso.

“Himeragi. Yukina Himeragi.”

Ela respondeu em um momento muito lentamente. Havia um tênue tremor na voz dela da tensão. Contudo, a mulher sobre o outro lado da cortina de bambu não pagou atenção e continuou as questões dela.

“Sua idade?”

“Em quatro meses terei quinze.”

“Eu vejo… Yukina Himeragi. Você começou o seu treinamento sete anos atrás certo, sim? Bem em volta do seu sétimo aniversário… Em uma fria, noite nevada, você foi traga para a agência, sozinha. Você se lembra deste dia?”

A mulher por trás da cortina de bambu subitamente falou em um tom parecido com o de um monologo. Um arrepio desceu na espinha de Yukina. Certamente ela não tinha olhado isto de antemão. Ela tinha lido as memórias de Yukina. Ela contornou as defesas mentais de Yukina com um esmagador nível de ESP.

“Não… Eu tenho somente vagas memórias disso.”

Yukina balançou a cabeça dela levemente. Certamente a mulher tinha notado que as palavras dela não foram verdadeiras. Contudo, a mulher falou nada disso, continuando os questionamentos dela.

“Suas notas parecem boas. Endo louva você altamente.”

“Muito obrigado.”

“Parece que você tem trabalhado junto com Endo algumas vezes. Ela era um Mago de Ataque de rara excelência. Suas técnicas de defesas mentais compartilham as mesmas peculiaridades que a dela. Endo lhe ensinou qualquer outra coisa?”

“Todas as técnicas de ritual, assim como técnicas xamã, técnicas de ilusão e exorcismo.” “E técnicas mágicas? Esta deveria ser a área de especialização de Endo…”

“Um entendimento geral da técnica Chinesa continental. Somente teoria básica das técnicas mágicas Ocidentais.”

“Qualquer experiência de combate contra dêmonios?”

“Eu estive sob treinamento intensivo duas vezes na escola de treinamento, envolvendo batalhas simuladas. Nenhuma experiência de combate real.”

“Artes Marciais?”

“Eu sou um pouco capacitados nelas.”

“Sim? Eu certamente espero então.”

Ela sentiu um pequeno riso da mulher por trás da tela de bambu. “—?!”

Naquele instante, Yukina saltou, sentindo um nível explosivo de sede de sangue.

Ela chutou no piso de madeira, aterrissando com um rolo para trás. Esta não foi uma ação de pensamento consciente. O corpo dela, sentindo perigo, se moveu subconscientemente.

Uma lâmina fende o ar, cortando através do espaço na qual Yukina tinha estado sentada um momento antes.

Se Yukina tivesse se movido mesmo um instante mais lento, ela sem dúvida teria perdido a vida dela. Foi um sério ataque cortante com uma lâmina real.

Dois largos, samurais em armadura apareceram, aparentemente como se derretessem da própria escuridão.

Um guerreiro sem rosto agarrou uma larga, lâmina não refinada. O outro, um guerreiro de quatro braços, portando arcos em sua esquerda e direita.

Eles foram seres sem qualquer forma física, shikigamis produzidos via técnicas de ritual. Sem dúvida o trabalho de um dos Três Santos por trás da cortina de bambu. Mas antes que ela pudesse processar isso, Yukina tinha se movido para um contra ataque.

“Distorção!”

Cantando um curto feitiço dentro da boca dela, ela focou a energia de ritual dentro das palmas dela, os batendo nas armaduras de deus da guerra atacantes, diretamente em seus troncos.

O samurai em armadura desapareceu instantaneamente. Tudo o que tinha restado foi à larga lâmina que ele tinha agarrado. Yukina agarrou a espada longa que tinha sido usado como um catalisador para criar o shikigami. Ela utilizou a arma para se defender contra os ataques do segundo samurai em armadura, os afastando. E, no momento depois que a oponente dela terminou de atirar suas flechas, ela os cortou em metades com cortes horizontais da espada longa. O segundo samurai em armadura desapareceu sem qualquer traço.

“Qual é… O significado disto?”

Enquanto ofegavam levemente, Yukina virou a espada longa em direção à cortina de bambu.

Ela não estava inclinada para enfrentar mais shikigamis. Inferior em força física, Yukina não tinha chance de vitória em combate prolongado. Mesmo se os oponentes dela fossem os anciões da Agência Rei Leão, se eles pretendessem continuar esta farsa, ela teria que derrubas os próprios lançadores diretamente. Este foi o julgamento dela.

“Ha-ha-ha-ha-ha. Excelente julgamento, Yukina Himeragi. Bem feito.” Ela ouviu os risos calorosos de um homem com uma baixa, voz rouca. A próxima, nesta voz ela não poderia distinguir a idade ou gênero…

“Rituais e divinações podem não ser o forte dela, mas ela se destaca em detecção espiritual e esgrima… Justo como o relatório falou, uma clássica Xamã da Espada. Eu suponho que eu devo dizer primeiro que você passou.”

“Passou…?”

Enquanto ela ouvia as vozes dos anciões além da tela de bambu, Yukina franziu as sobrancelhas dela com um som de irritação.

“Sim. Normalmente, você precisaria completar um curso de quatro meses para se tornar qualificada como um Xamã da Espada. Contudo, circunstâncias tinham mudado. Por favor, se sente Yukina Himeragi.”

Então falou a primeira mulher. Relutantemente obedecendo às palavras dela, Yukina retornou para a posição ajoelhada dela. Ela fez um suspiro e pôs a espada longa para baixo.

“Agora, vamos direto ao negócio.” “Certo.”

“Boa resposta. Primeiro, olhe nisto.”

Junto com essas palavras, algo apareceu através de uma lacuna na tela de bambu. Foi uma única borboleta.

Batendo asas sem qualquer som, a borboleta aterrissou na frente de Yukina e se transformou em uma única fotografia.

A pessoa mostrada era um único estudante vestindo um uniforme do ensino médio. Alguém parecia ter tomado a foto secretamente enquanto ele estava tendo uma conversa amigável com um amigo. Ele tinha uma indefesa, expressão largamente aberta.

“O que é esta fotografia?”

“O nome dele é Kojou Akatsuki. Você o conhece?” “Não.”

Yukina firmemente balançou a cabeça dela. Ela nunca o viu na vida dela. Certamente ela tinha esperado esta resposta desde o começo. A mulher pressionou com um tom de voz faltando qualquer sentimento.

“O que você pensa dele?”

*

“Huh?”

A questão súbita pegou Yukina desprevenida.

“Eu não posso dar uma resposta precisa de uma mera fotografia, mas ele é provavelmente um completo amador em relação às artes marciais, ou em território iniciante. Ele não parece ter particularmente qualquer tipo perigoso de fetiche, depois de tudo, e não mostra sinais de ter percebido a presença do fotografo.”

“Não, eu não quis dizer isto, eu estou perguntando o que você pensa sobre ele. Em outras palavras, você gosta dele?”

“Co-com licença? O que faz você…?”

“Por instância, se ele tem um rosto bom ou ruim, se você gosta ou desgosta de sua aparência, e assim por diante. O que você pensa?”

“Um… Por qualquer chance, você está jogando uma pegadinha em mim?” Yukina perguntou de volta com um tom taciturno. Ela não sabia o que os anciões realmente pretendiam, mas ela detectou má fé nas questões inapropriadas deles. Ela involuntariamente estendeu a mão dela em direção a espada longa sobre o piso.

A mulher do outro lado da tela de bambu fez um suspiro deprimido com a reação de Yukina. “Bem então, Yukina Himeragi, você ouviu falar do Quarto Progenitor?”

Yukina sugou o seu fôlego desta questão ainda mais abrupta. Maioria dos Magos de Ataque superiores ficavam em silêncio por um tempo na mera menção deste nome.

“Você quer dizer o Sangue Kaleid? O Quarto dos Progenitores, dito por ser servido pelas Doze Bestas Vassalas—”

“Correto. Um vampiro separado de todas as contrapartes vampira, sozinho, afastado, e o mais poderoso de todos.” A calma voz da mulher reverberou através do salão de culto.

O Quarto Progenitor, Sangue Kaleid—

Era impossível para qualquer um mesmo remotamente relacionado a demônios serem ignorantes deste nome. Depois de tudo, era o título do vampiro mais forte do mundo.

Não que seja um título autoproclamado, mas ao menos o mundo tinha reconhecido que era verdade. E no mínimo, os inimigos dela não tinham argumentos contrários. Este foi que tipo de ser que o Quarto Progenitor era.

“Contudo, eu tinha ouvido que o Quarto Progenitor não existia realmente. Que foi meramente uma lenda urbana.”

Yukina sentiu como se a mulher balançou a cabeça dela com suas palavras.

Progenitores foram imperadores que governavam sobre os clãs das trevas. Eles foram os mais velhos, equipados com a mais vasta energia mágica, os “primeiros vampiros”. Cada um comandando uma armada de milhares ou dezenas de milhares de seu próprio tipo, construindo Domínios soberanos em três continentes separados.

“Certamente, existe somente três Progenitores reconhecidos publicamente para existir: ‘Perdido Senhor da Guerra’, que governa a Europa; ‘Fallgazer’, que domina a Ásia ocidental; e ‘Noiva do Caos’, que governa a América do Sul — em comparação, o Quarto Progenitor não possui o seu próprio clã ou o seu próprio território.”

“De fato. Contudo, isto é insuficiente para contrariar a existência do Quarto Progenitor.” O homem com a voz rouca relatou para ela, seguindo as palavras da mulher. Por sua vez, a voz do outro ancião seguiu a dele.

“Você se lembra da explosão que ocorreu em Tóquio na primavera deste ano?” “… Eh?”

“Houve o incidente em um trem de Roma quatro anos atrás, e a desaparecimento de uma cidade na China. Houve também uma explosão no túnel subaquático de Manhattan. Também, um grande incêndio na velha seção de Sydney.”

“Vocês não querem dizer… Tudo isto é o trabalho do Quarto Progenitor?”

A expressão de Yukina se torceu. Os incidentes que os anciões estavam referindo tão casualmente foram vis, incidentes terroristas de larga escala com enormes perdas de vida. Em cada caso, o culpado permaneceu sem identificação. Contudo, se esses incidentes fossem o trabalho de um Progenitor, poderia chamar de afortunado que o dano não tinha sido pior que aquilo.

“Através de todas as evidências circunstanciais, isto indica a existência de um Quarto Progenitor,” A primeira mulher relatou para a pálida Yukina.

“Eles sempre apareceram em pontos de viragem na história do mundo, trazendo com eles massacres e grandes destruições para o mundo. Contudo, esta não é única preocupação. A própria existência do Quarto Progenitor perturba a ordem e estabilidade deste mundo. Você entende o por quê?”

“Sim.” Yukina assentiu duramente.

Vampiros, uma espécie possuindo alto intelecto e características vampíricas, estava em constantes conflitos com a humanidade.

Enquanto muitos deles preferiam viver a vida deles em meio à sociedade humana, eles tinham sido cuidadosos em evitar em se fazer inimigo de toda a raça humana até agora.

Além disso, cada governo nacional tinha assinado tratados com os Progenitores banindo atividades vampíricas indiscriminadas, levando ao que parece ser uma pacífica coexistência na superfície. Contudo, este foi o resultado da excessivamente precária balança de poder entre os três Domínios.

“Nas décadas desde que os Progenitores assinaram o Tratado da Terra Santa, os Progenitores permaneceram em um impasse de três lados um com outro. Constantemente preocupados sobre os outros Progenitores, eles não tinham força reserva necessária de se fazerem inimigos da humanidade.”

“Sim.”

“Contudo, se um Quarto Progenitor ascendesse portando força igual à deles, este equilíbrio certamente se despedaçaria com facilidade. No pior dos casos, humanidade seria tragada em uma guerra em larga escala.”

“Vocês sabem onde o Quarto Progenitor está localizado?”

Yukina perguntou com tensão na voz dela. Ela tinha uma sensação ruim sobre isso, por alguma razão. “Sim. Embora ainda não confirmado, não é provável ser um erro.”

“Onde ele está?”

“Distrito de Tóquio, Cidade Itogami — a ilha flutuante do Santuário Demônio.” As palavras da mulher golpearam Yukina a ficar muda por um tempo.

“O Quarto Progenitor está no Japão…?!”

“Este é o porquê que nós a chamamos aqui hoje, Yukina Himeragi. No nome dos Três Santos da Agência Rei Leão, nós por este meio a colocamos como observadora do Quarto Progenitor.”

Embora calma, a mulher informou isto a ela em um tom que não deixou espaço para discussão. “Eu irei… Observar o Quarto Progenitor?”

“Sim. E, você deverá determinar que se o alvo de sua observação for um ser perigoso, você irá o eliminar com extremo preconceito.”

“Eliminar…?!”

Yukina estava trêmula e sem palavras.

Ela estava com medo do Quarto Progenitor. Ela também estava ansiosa por ser confiado com tal importante dever. O treinamento dela não tinha sido ruim, mas no fim, Yukina era somente uma aprendiza. Ela não era vaidosa o suficiente para pensar seriamente que ela poderia derrotar um Progenitor. Em primeiro lugar, um Progenitor foi dito possuir o poder de combate de todo um exército nacional; eles foram monstros de primeiro grau.

Mas, a menos que alguém o fizesse, calamidade iria cair, e uma grande quantidade de pessoas iria perder suas vidas. “Tome isto, Yukina Himeragi.”

A mulher apresentou algo através da lacuna sob a tela de bambu levantada. A fogueira fez o objeto, uma única lança, brilhar como se flutuasse na escuridão. Yukina conhecia o seu nome.

“Esta é…”

“Lança de Assalto Mecânica Purgadora de Demônios Mark Sete, também conhecida como ‘Schneewalzer’. O nome dela é ‘Lobo da Colina de Neve’.”

Quando a mulher perguntou, “Então você conhecia isto, certo?” Yukina assentiu vagamente.

Schneewalzers foram armas com poderes especiais desenvolvidas pela Agência Rei Leão para confrontar demônios. A ponta da lança, elaborado com refinadas técnicas metalúrgicas, tinha uma elegante silhueta que relembrava um aeroplano de última geração. Realmente, lanças mecânicas foi um nome apropriado para eles.

Contudo, desde que a arma empregava uma impagável lança antiga como seu núcleo, ela não poderia ser produzida em massa; foi dito que somente três existiam em todo o mundo. De qualquer jeito, era seguro dizer que eles foram as mais poderosas das armas secretas a disposição da Agência Rei Leão.

“Vocês estão dando isto… Para mim?”

Enquanto ela aceitava a lança oferecida para ela, Yukina perguntou com uma expressão de descrença. Contudo, a mulher exalou com um coração pesado.

“Contra um Progenitor, eu iria preferir uma mais poderosa arma para te dar, mas esta é a mais poderosa das armas que nós podemos lhe providenciar nas circunstâncias atuais. Por favor, o pegue.”

“Sim, claro… mas…”

Enquanto Yukina falava, uma expressão perplexa surgiu no rosto dela.

A lança não tinha sido totalmente apresentada através da tela de bambu. Envolta em vinil, havia também um novo conjunto de uniforme, bem dobrado e entregue a mão. Suas cores base foram brancas e azuis, com uma blusa com gola de marinheiro e saia plissada. Parecia ser o uniforme de verão para garotas para calouros do ensino médio.

“Er, o que é isto?”

“Um uniforme escolar. Procuramos corresponder com a sua altura.”

“Er… O que eu quero dizer, porque um uniforme escolar?”

“Seu alvo para observação é um estudante em uma escola com este uniforme.”

“O quê?”

Yukina estava um pouco confusa, incapaz de compreender o que estava sendo dita a ela. “… O alvo para observação… O Quarto Progenitor, é um estudante? Huh?”

*

“Academia Privada de Ensino Médio Saikai, primeiro ano, classe B, assento número um. Este é o atual estado social para o Quarto Progenitor, Kojou Akatsuki. Então como você vê, nós não temos qualquer um disponível que pode se aproximar dele em paz, salvo uma exceção: você, Yukina Himeragi.”

“Kojou Akatsuki… A pessoa nesta imagem é o Quarto Progenitor…? O quê?!” Os olhos de Yukina se alargaram enquanto ela olhava para baixo na imagem que tinha sido atirada ao chão.

Ela de algum modo sentiu os sorrisos tensos dos Três Santos através da tela de bambu. Somente agora que Yukina finalmente entendeu porque uma inexperiente Xamã da Espada tal como ela tinha sido selecionada para tal importante missão.

“Vamos alterar os nossos pedidos, Yukina Himeragi. De hoje em diante, você fará cada esforço possível para contatá-lo e então o observar. As formalidades para sua transferência na Academia Saikai já foram cuidadas. Você está liberada.”

Não deixando espaço para qualquer resposta nas palavras deles, as auras dos anciões por trás da tela de bambu desapareceram.

Yukina, agora a única pessoa que permanecia no salão de culto, esqueceu mesmo de respirar, simplesmente continuando a olhar fixamente para a lança em suas mãos.

Quarto Progenitor. Transferência. Contato. Observar. Eliminar. Ela imaginou se ela tinha se envolvido em um terrível desastre. Com tais pensamentos, Yukina soltou um pequeno suspiro, ainda fora de si.

Embora divinação não fosse o forte dela, ela não saberia que a intuição dela tinha sido correta depois de pouco tempo…


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