DA – Capítulo 125 – Interrompendo os planos de Kromo


Nyx se manifesta. Seu corpo que era coberto por noite, brilha e pega na mão do pequeno NOVA.

— Sou Nyx, a noite. Servi-lo-ei… Senhor…

— Mythro. Mythro Zumb’la

— Mythro!? Zumb’la!? — Nyx assustada olha para Caos, que a assente.

— Ei de servi-lo com tudo que sou, Altíssimo!

O pequeno NOVA fica atordoado com a mudança de tonalidade de Nyx.

“Seu nome é grande garoto. Seu sobrenome é maior ainda. Os Zumb’las são aqueles que herdaram a expansão cósmica. Agora eu sei disso e você também deve.”

Érebo é o próximo, ele é seguido de Éter e Hemera.

Os quatro ficam na frente de Mythro. Eles unem suas dualidades e fazem uma promessa.

— Seremos parte de sua armadura, o protegendo de todo o mal. Nos vales escuros, seremos luz, em meio fogo, seremos o que não queima, no vácuo, seremos. Nosso escudo o protege de mil ataques e nossas armas castram a vida de seus inimigos.

(OBS: A ideia de vácuo é nada/ter nada. Por isso o “seremos” é a ideia de que onde houver nada, lá, seremos algo. Desculpa colocar aqui, mas talvez alguns fiquem confusos.)

— Idiotas!

Mythro segue a voz e vê que Kromo, que acabara de falar, já não é mais um ser entre o nível de feto-bebê. Ele seria agora uma criança de quatro ou cinco anos.

— Se o crescimento deste corpo não tivesse me tomado toda a minha mente, eu mesmo teria lhes matado dentro desse moleque! Agora eu controlo novamente as correntes cármicas.

Kromo levanta as mãos com força e raiva. Seu rosto e seu corpo tem cor de bronze e seus olhos brilham em um vermelho-ruivo.

O pequeno NOVA respira e pega as correntes. Elas aparecem na frente de Kether, e ele também as pega.

— Garotinho, você não deve nem mesmo ter uma Anima Praesidii, como pretende puxar as correntes cármicas, que devem ser puxadas por Lei de Corpo e Alcance Cósmico?

Com um puxão, ele faz Kromo tombar do altar. Mesmo sem segurar as correntes, o Arma-Necromante cai porque as correntes controlavam o fluxo de Yin e Yang que estavam dando vida a ele.

Ele se levanta assustado. Suas mãos fazem sinais e ele invoca um gigante de energia.

— Tch, piada!

Mythro abre sua boca e seu rosto queima com sua própria energia cósmica. As chamas negras fazem presas de serpentes e ele morde duas correntes, as que prendiam Nyx e Érebo.

As correntes não quebram, mas dentes se fazem nelas. Kromo contorce de dor e a pressão que ele dava em Suife, Núbia e Grásio desaparece.

Voltando rapidamente do estupor, Grásio se joga no gigante. O pequeno NOVA respira e solta bolas de energia na Serpente Jade Negra, ela cresce exponencialmente até 20 metros.

Rápida e mortal, ela se enrola no gigante, e esmaga sua cabeça. Kromo cospe sangue e cai em um joelho.

— Todas as magias dele estão ligadas por causa das correntes cármicas. Ou ele as deixa, ou ele morre com elas. — Caos explica para Mythro.

“Termine logo a promessa, isso o dará outro impacto.”

— Estes seres duais já fizeram suas promessas, por que Mer ainda não evoluiu?

“Você tem que selar a promessa com intenção.”

— NÃO PRECISA DE NADA DISSO. QUE PROMESSA EU TENHO QUE FAZER? MER É MEU, ESTAR AO MEU LADO É O SUFICIENTE. QUEM É MAIS CAPAZ QUE EU NESTE LUGAR PARA FAZER ELE TRILHAR ATÉ O TOPO?

— Pequeno, você é muito arrogan—

Mer, que cobria Mythro, começa a se tornar ainda maior. Suas manoplas ondulam com poder e força antes desconhecidas, o símbolo no peito se sobrepõe um pouco mais e três pérolas nascem juntas na mesma área. Elas pulam da armadura sem deixar nenhum buraco e começam a rodear a ponta da lança.

O escudo redondo tem protusões e de toda a circunferência, o que seriam ponta de lanças nascem.

Olhando o escudo agora ele lembraria o desenho de um sol. Parecia… Como Caos!

— Que menino esperto… Se eu sou Yin, você é Yang… Está tentando me fazer trocar dualidade com você?

Uma onda de energia prata explode, e então uma energia dourada nasce!

— Que seja! As ordens de meu pai é não procurar minha dualidade… Mas é possível sim, ser a dualidade de um novo mestre! Aquele que me completa está sozinho em algum lugar, mas ele nos achará se essa corrente que nos prende for quebrada.

Caos fica acima de Mythro, 40cm atrás de sua cabeça. Ele lembra a roda elemental que ele usou não muito tempo atrás.

Entrando em pose. O pequeno NOVA mira sua lança no peito de Kromo, que subitamente tem um novo crescimento, e agora parece uma criança de dez anos.

— Estou mais poderoso agora! Você não poderá fazer nada!

— Foda-se!

Com um impulso, a lança avança onde as três pérolas tinham feito uma pequena formação triangular. A ponta da lança cruza a membrana de energia dourada que foi feita e um raio de energia começa a ser carregado.

— Era: Ponto Luminoso!

As três pérolas em sua formação triangular vão crescendo igualmente até que um triângulo de 2 metros seja criado, e uma rajada de energia além dos poderes de um ser no primeiro reino possa criar é lançada contra Kromo.

O Arma-Necromante bate as mãos e junta seus dedos. Ele enfia o dedo da mão esquerda em seu olho esquerdo e chamas vermelhas começam a rodeá-lo.

— Você vai pagar por isso.

Se virando, e quebrando sua conexão com as correntes cármicas, ele pula em um círculo de teletransporte feito ao jogar seu olho esquerdo no chão. Antes que a rajada possa pegar nele, ele desparece.

O altar Yin é destruído, junto com o candelabro maligno.

— Ele se foi.

Éter move sua mão e chamas brancas começam a consumir toda a carnificina que foi feita em prol do ritual.

Núbia começa a ajudá-lo.

— Esta chama branca… Foi você que comeu parte do meu ser quando fui despedaçado?

Núbia olha sem entender o que Éter diz.

— Para poder nos prender, primeiro Kromo teve de nos despedaçar em corpo e alma. Mas quando estilhaçamos, somos jogados por vários lugares, até mesmo, fora de nosso quadrante. Uma das minhas partes foi parar nas areias douradas. Perto do templo de Bastet.

Éter para um pouco, como se lembrando da horrível experiência.

— Esse pedaço é pequeno e sem energia. Na verdade… Pode até mesmo parecer com um pedaço de vazo quebrado. Se você possuir um outro pedaço, eles entram em ressonância, mas se não possuir, será como um item feito por mortais sem cultivação.

— Você está dizendo que seu pedaço ficou ali por milhares de anos até que Núbia, ainda pequena, o comeu?

Mythro já especula o final da narrativa de Éter.

— Sim, altíssimo.

— Isso mudaria toda sua constituição, correto?

— Sim, altíssimo. Ela é uma criatura mística, feita dos sonhos de Bastet, não? Pode ver que em sua testa não há Sistro, símbolo de Bastet. Em seu corpo há uma parte de mim, que poderá crescer em uma arma particular dela.

— Sua peça que falta, não lhe deixa mais fraco?

— Kromo conseguiu me restaurar por completo com energia celeste e uma lasca do Pilar de Richonico.

— O que é este pilar?

— É o fêmur de Atlas. Um dos deuses de meu panteão. Ele morreu na última guerra que tivemos com os Turi. Raça mística descendente da Hidra de 101 cabeças, Moluk. — Nyx responde, seu rosto sem muito ânimo.

— Quanto karma sendo colhido… Desígnio Celestial…

— Agora precisamos nos unir à Mer.

Éter se transforma em uma espada de lâmina branca. Um branco mais pálido do que a lua ou as nuvens. O punho da espada era dourado e tinha a imagem de nuvens. Uma energia branca que reluzia dourada cobre a lâmina da espada, até que uma bainha que parecia ser de madeira esculpida em forma de nuvens a envelope.

Hemera fica ao lado de Nyx. Ambas se transformam em adagas. Uma adaga negra e azul, e a outra no mesmo padrão de Éter, branca que reluz dourado.

Enquanto Hemera tem o tema de nuvens, Nyx tem o de estrelas.

— Altíssimo… Posso me tornar muitas coisas, mas gostaria que você me ouvisse. — Érebo diz, se curvando para Mythro.

Ele assente.

— Suas mãos cósmicas, poderia me mostrá-las?

O pequeno NOVA invoca suas mãos cósmicas para Érebo.

— Fascinante… — Caos pisca três vezes seu olho único.

— Como pensei, você tem sua dualidade até mesmo em suas mãos cósmicas. Minha proposta é que eu me torne luvas para o Senhor.

— Luvas? Luvas… Cósmicas?

— Sim, isso mesmo. Eu posso recriar um dantian, e fazer um também, seguindo os conceitos cósmicos. Isso pode substituir o núcleo das armas que você criar.

— O núcleo já é uma forma de dantian.

— Sim, mas nos núcleos que artesãos criam, apenas a própria cultivação é injetada, e pode ser colocado um item como gema ou pedra preciosa. Mas me utilizando, você poderá roubar a cultivação de seus inimigos e prendê-las nas armas que criar.

Mythro fica surpreso.

— Claro, caso não queira fazer isso, compreendo. Mas também lhe será benéfico usar as luvas porque elas poderão esconder o semblante de suas mãos cósmicas, e durante uma batalha você poderá usá-las para influenciar no canal enquanto luta.

!!!

— Ótimo, torne-se luvas cósmicas!

Érebo então se torna luvas pretas, com detalhes parecidos com os de Nyx.


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli



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